Sinais / Ligações à extrema-direita
Três militantes do Chega, segundo a imprensa (sem nomes enquanto não houver acusação): Operação Irmandade: três militantes do Chega entre os 37 detidos, segundo a imprensa
Fez · Ligações à extrema-direita · 20.01.2026
Operação Irmandade: três militantes do Chega entre os 37 detidos, segundo a imprensa
Operação do Ministério Público e da Polícia Judiciária contra um grupo que o Ministério Público descreve como de «inspiração extremista, nacionalista e neonazi». A imprensa identifica-o como o Grupo 1143. Os detidos são arguidos num inquérito; ninguém foi acusado até 13 de outubro de 2026, e todos se presumem inocentes.
O que aconteceu: Cinco arguidos ficaram em prisão preventiva e os restantes com medidas não privativas da liberdade (24/01/2026). O inquérito continua no DIAP de Lisboa; não se conhece acusação.
A 20 de janeiro de 2026, num inquérito dirigido pelo DIAP de Lisboa, com a Unidade Nacional Contraterrorismo da Polícia Judiciária, foram feitas mais de sessenta buscas e 37 detenções. Segundo o Ministério Público, «Encontra-se indiciado que os detidos integravam uma estrutura criminosa, hierarquicamente organizada, que perfilhando a ideologia nazi, desenvolvia atividades que incitavam à discriminação, ao ódio e à violência racial». Segundo a nota de 24 de janeiro, os 37 arguidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial, por crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência e, alguns deles, de ofensa à integridade física qualificada e detenção de arma proibida. As notas do Ministério Público não nomeiam ninguém nem referem partidos.
Segundo a imprensa, entre os detidos estavam «três militantes do Chega» (RTP). A RTP acrescenta que dois deles foram «candidatos autárquicos do partido». Segundo a Renascença, Ventura garantiu que desconhecia que três elementos do grupo eram também militantes do Chega. Não se sabe se ainda eram militantes à data da detenção: Ventura disse que «alguns já tinham sido expulsos».
São arguidos num inquérito, e não acusados. Até 13 de outubro de 2026, as únicas notas do Ministério Público sobre este inquérito são as de 20 e 24 de janeiro; não se conhece acusação. Todos se presumem inocentes. Por isso, esta ficha não os identifica.
Fontes: Discriminação e incitamento ao ódio e à violência. Buscas e detenções. MP. DIAP de Lisboa (Ministério Público (Procuradoria-Geral Regional de Lisboa)), 20.01.2026; Discriminação e incitamento ao ódio e à violência. Medidas de coação. MP: DIAP de Lisboa (Ministério Público (Procuradoria-Geral Regional de Lisboa)), 24.01.2026; «Irmandade». Detidos em operação contra movimento neonazi continuam a ser ouvidos (RTP), 22.01.2026; Ventura irritado com perguntas sobre neonazis. «Qualquer pessoa pode ser militante do Chega» (Renascença), 22.01.2026 · arquivo
Resposta do visado
Em entrevista à RTP, André Ventura, presidente do Chega, disse sobre os detidos: «nem sei quem são». E acrescentou: «Julgo que alguns já tinham sido expulsos até do partido e, portanto, essa questão nem se coloca.» Disse também que «qualquer pessoa pode ser militante do Chega» e que «O Chega tornou-se um partido muito grande, com militantes de todos os quadrantes e, como em todos, há situações que não são as melhores» (Renascença). (21.01.2026)
Sinal
- Tipo
- Fez
- Tema
- Ligações à extrema-direita
- Data
- 20.01.2026
- Quem
- Três militantes do Chega, segundo a imprensa (sem nomes enquanto não houver acusação)
- Última verificação
- 13.10.2026
Um sinal não é um crime. Mostramos o facto, a data e a fonte. Encontrou um erro? Diga-nos.