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Sinais / Ligações à extrema-direita

Luís Graça, presidente da Mesa da Convenção do Chega (de junho de 2019 a 2021): Presidente da Mesa da Convenção tinha sido membro do Conselho Nacional do PNR

Fez · Ligações à extrema-direita · 16.01.2020

Presidente da Mesa da Convenção tinha sido membro do Conselho Nacional do PNR
Luís Graça, presidente da Mesa da Convenção do Chega (de junho de 2019 a 2021)

A 16 de janeiro de 2020, a Sábado publicou uma investigação sobre dirigentes do Chega com passado em partidos e movimentos de extrema-direita. Escreveu que Luís Graça, presidente da Mesa da Convenção, «não é o único dentro do partido de André Ventura oriundo de movimentos e partidos de extrema-direita». A passagem pelo PNR é anterior à fundação do Chega; foi revelada quando ele tinha cargo no partido.

O que aconteceu: Manteve o cargo depois da notícia: o Tribunal Constitucional identifica-o como presidente da Mesa da Convenção em maio e em setembro de 2021 (Ac. 766/2021). Deixou o cargo no outono de 2021: diz que se demitiu a 1 de outubro; a direção do Chega negou que tivesse havido pedido de demissão, e o Conselho Nacional substituiu-o temporariamente (Observador, 23/11/2021).

Segundo a Sábado (16/01/2020), Luís Filipe Graça, «ex-membro do Conselho Nacional do Partido Nacional Renovador (PNR)», foi anunciado no primeiro site da Nova Ordem Social (NOS) como líder do «núcleo de trabalho de Cascais», oito meses depois da fundação desse movimento (abril de 2014). A revista descreve a NOS, fundada por Mário Machado, como «o movimento neonazi que viria a liderar». E acrescentava: «Hoje em dia, Graça é presidente da Mesa da Convenção do partido Chega».

A passagem pelo Conselho Nacional do PNR consta também do livro «Por Dentro do Chega» (2025), que a conta a partir de conversas do autor com Graça em janeiro de 2024: segundo o livro, saiu do PNR depois de apresentar um manifesto. A liderança do núcleo da NOS em Cascais é uma alegação da Sábado: Graça negou-a em 2020 e, em 2024, disse ao autor do livro que o seu nome apareceu numa lista, mas que nunca foi a reuniões nem a atividades do núcleo.

Graça foi eleito no congresso fundador, em junho de 2019. Segundo a Lusa, «A Mesa da Convenção e do Conselho Nacional do Chega vai ser composta pelo seu presidente, Luís Graça». No dia da notícia da Sábado, André Ventura exigiu «a todos os que foram envolvidos» na investigação «que fizessem um desmentido imediato de qualquer ligação atual ou passada a movimentos como o NOS, ou outros» (Lusa), e a Lusa referiu Graça entre os responsáveis do partido citados pela revista (ver a ficha de Tiago Monteiro). Graça desmentiu (Sábado, 21/02/2020) e continuou no cargo. O Tribunal Constitucional identifica-o como presidente da Mesa da Convenção num requerimento de 17 de maio de 2021 e num email de 13 de setembro de 2021 cujo anexo nunca chegou ao Tribunal (ver a decisão).

Deixou a Mesa no outono de 2021. Num vídeo publicado no Facebook, citado pelo Observador (23/11/2021), disse que a demissão foi apresentada «no dia 1 de outubro» e que assumiu «responsabilidades» por «um erro numa caixa de email em que não [enviou] um anexo». A direção do Chega respondeu, numa nota enviada ao Observador: «É falso que tenha pedido a sua demissão». Segundo o Observador, o Conselho Nacional substituiu-o temporariamente até ao congresso seguinte.

A ligação ao PNR é anterior à fundação do Chega; entra neste arquivo, assinalada, porque foi revelada quando Graça era presidente da Mesa da Convenção.

Fontes: Ex-membros de grupos neonazis são dirigentes do Chega (Sábado), 16.01.2020; O cavaleiro das trevas › Graça, a «besta negra»? e Machado, NOS e o Chega (Livro «Por Dentro do Chega» (Miguel Carvalho, 2025)), setembro de 2025; Chega chama GNR condenado por matar jovem cigano para liderar lista no Porto (Lusa (via Observador)), 30.06.2019 · Lusa; Ventura aceita demissão de conselheiro ligado à extrema-direita (Lusa (via Sábado)), 17.01.2020 · Lusa; Dirigente do Chega ao lado de skinheads em vídeo (Sábado), 21.02.2020; Acórdão 766/2021 (Tribunal Constitucional), 28.09.2021; Luís Graça reaparece. Ex-presidente da mesa do Chega defende-se de acusações e critica “parasitas” do partido (Observador), 23.11.2021

Resposta do visado

Segundo a Sábado (21/02/2020), Graça negou «ligação à extrema-direita» e negou três vezes ter pertencido à fase embrionária da Nova Ordem Social; no segundo desmentido, disse que o seu passado político «limitou-se a um percurso de muitos anos no PSD e mais tarde no PNR». Em janeiro de 2024, ao autor do livro «Por Dentro do Chega», falou da passagem pelo PNR; sobre a lista que o dava como coordenador da Nova Ordem Social em Cascais, disse: «Ficou essa pegada digital, sim, mas nunca fui a reuniões ou atividades do núcleo». (13.01.2024)

Sinal

Tipo
Fez
Tema
Ligações à extrema-direita
Data
16.01.2020
Quem
Luís Graça, presidente da Mesa da Convenção do Chega (de junho de 2019 a 2021)
Última verificação
13.10.2026

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