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Direção nacional do Chega (André Ventura, presidente): Direção suspende as eleições da Juventude Chega e passa a nomear os dirigentes (2020)
Fez · Ligações à extrema-direita · 2020
Direção suspende as eleições da Juventude Chega e passa a nomear os dirigentes (2020)
Em 2020, a Juventude Chega ia eleger a sua primeira direção. Segundo a Sábado, as eleições foram suspensas depois de uma notícia da revista sobre «vários jotas do Chega com ligações a grupos fascistas e racistas». Esta ficha não identifica os candidatos: as fontes lidas não lhes atribuem cargo no partido.
O que aconteceu: Segundo a Sábado (31/08/2020), «A direção da estrutura passa a ser nomeada e já houve uma expulsão.» Segundo o livro «Por Dentro do Chega», Ventura «chamou a si a tarefa de nomear os dirigentes».
A 31 de agosto de 2020, a Sábado noticiou: «A direção do partido Chega suspendeu as eleições da juventude por receio de infiltrações fascistas.» Segundo a revista, a decisão foi tomada depois de uma notícia sua «dar conta de vários jotas do Chega com ligações a grupos fascistas e racistas». No sumário, a Sábado escreve que havia «vários radicais de direita nas listas».
O livro «Por Dentro do Chega» (2025) descreve a mesma decisão: no verão de 2020, depois de um alerta de que uma das candidaturas à primeira direção da Juventude Chega incluía «elementos com passado em organizações extremistas», André Ventura «cancelou as eleições e chamou a si a tarefa de nomear os dirigentes».
As ligações de candidatos concretos a esses grupos são alegações da Sábado, que nenhuma outra fonte lida confirma; por isso, e porque eram candidatos a uma estrutura de juventude a quem as fontes lidas não atribuem cargo no partido, esta ficha não os identifica, nem a pessoa expulsa. O resto da peça de 31/08/2020 está reservado a assinantes e não foi lido.
Na II Convenção do Chega, em Évora, a 19 de setembro de 2020, a Renascença escreveu que André Ventura «pretende travar a criação da Juventude Chega como órgão autónomo e eleito». Ventura justificou que as «estruturas do partido não devem ser paralelas à direção, deve ser um partido unido» e que é preciso «evitar a multiplicação de estruturas desestabilizadoras, que a Juventude Chega não possa ser eleita directamente e que seja nomeada pela direção nacional e pelas distritais, evitando a multiplicação incessante de actos eleitorais dentro do partido». A Renascença não liga esta proposta à notícia da Sábado nem diz se a convenção a aprovou.
Fontes: Chega ou a aVentura das dores de crescimento de um partido (Renascença), 19.09.2020; André Ventura limita jotas fascistas no Chega (Sábado), 31.08.2020; Chega Unipessoal › De congresso em congresso (Livro «Por Dentro do Chega» (Miguel Carvalho, 2025)), setembro de 2025
Sinal
- Tipo
- Fez
- Tema
- Ligações à extrema-direita
- Data
- 2020
- Quem
- André Ventura
- Última verificação
- 13.10.2026
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